Medo, dessincronização, resiliência e otimismo: o que isso tem a ver com consumo?

por| 25 de maio de 2021| 0 Comentários

Como as pessoas irão pensar, sentir e se comportar em 2022? Essa é a grande questão que tem rondado as reuniões estratégicas de líderes de negócio, principalmente os responsáveis pelo marketing de varejo e do comércio.

De acordo com especialistas da WGSN Mindset – analista de tendências de consumo e design -, que formataram o estudo Consumidor do Futuro 2022, o desejo comum das pessoas deve ser a interação humana, apesar dos grandes avanços da conectividade digital. Nesse cenário, quatro sentimentos globais se destacam e é sobre eles que vamos falar.

Quatro sentimentos que devem nortear as decisões dos consumidores em 2022

Para inovar e se manter competitivo, o comércio e o varejo precisam se manter atentos às flutuações do perfil do seu público-alvo, que pode ser impactado tanto por questões pessoais quanto por acontecimentos externos. Em decorrência dos desafios que a pandemia tem imposto a todos nós, o estudo da WGSN indica que se deve prestar atenção especial a quatro sentimentos:

  1. Medo

A população, em geral, tem vivido dias com um misto de inseguranças e incertezas. Alguns perderam os empregos, enquanto outros tiveram a renda reduzida ou não conseguem se recolocar no mercado. Paralelamente a isso, há o desafio de lutar contra uma ameaça impossível de ser vista a olho nú – o Covid-19 -, que ameaça a nossa estabilidade física e emocional.

  1. Dessincronização social

De acordo com o estudo da WGSN, “uma sociedade sem sincronia é aquela em que as pessoas continuam a fazer as mesmas coisas, mas não na mesma hora em que as outras, pois o ritmo individual de cada um é diferente e mais variado”. Em outras palavras, trata-se da nossa nova rotina, com espaços que centralizam casa, trabalho e escola. Seguimos conectados às pessoas, mas sem aqueles momentos presenciais comunitários, tão importantes para o nosso desenvolvimento como seres humanos. 

  1. Otimismo radical

A expectativa dos especialistas da WGSN é que, em 2022, nossa desesperança dê lugar à alegria e ao prazer. É possível que as pessoas comecem a entender o otimismo como uma opção corajosa e uma forma de rebeldia. Mas, é claro, a polarização não vai deixar de existir. O que exigirá das companhias discursos verdadeiros e atenção ao aumento da tendência de consumo consciente, por exemplo.

  1. Resiliência equitativa

Ao usar esse termo no estudo, a WGSN teve o objetivo de traduzir a busca dos consumidores pela aceitação emocional, abrindo-se aos próprios sentimentos de modo autêntico. É possível que, em 2022, as pessoas estejam mais adaptadas e abertas à ideia de resistir, absorver, se recuperar e se adaptar às adversidades ou às mudanças da vida e do mundo.

Como o comércio e o varejo têm se adaptado a esse novo consumidor

No estudo Consumidor do Futuro 2022, é possível ter acesso a boas práticas do comércio e do varejo para acolher esse novo cliente. Entre elas, estão:

Investimento na experiência de compra

Crie ambientes físicos que simplifiquem a jornada de compra e agregue fluidez à experiência. Aqui, você pode considerar tanto o uso das tecnologias, como CRM, meios de pagamento e autosserviço, quanto o layout da loja ou serviço de delivery. A rede espanhola de supermercados Consum, por exemplo, investiu em um piso para diminuir o barulho, substituiu os avisos luminosos por opções mais discretas e reduziu a altura das prateleiras.

Promoções

Revisite o estoque para ver quais são as oportunidades de promocionar itens. Vale, ainda, traçar estratégias com fabricantes e fornecedores para ter promoções mais eficientes. Se fizer sentido para o modelo do seu negócio, é importante que as promoções estejam disponíveis nos ambientes físicos e on-line. Não esqueça, porém, de comunicar os clientes por meio de cartazes no PDV, com a ajuda do cartazista eletrônico, e nas redes sociais, com o apoio do Upsell.

Simplificação da experiência dos usuários nos APPs de compra

A WGSN destaca que “em uma cultura obcecada pela juventude, as marcas precisam redefinir o conceito de idade e ampliar o diálogo para celebrar todas as faixas etárias”. É preciso buscar formas para falar com cada geração. Nesse sentido, para não errar, a recomendação é que o comércio e o varejo aposte no atendimento omnichannel e facilite a jornada daqueles que desejam comprar pelo APP. A regra é: quanto menos etapas para finalizar a compra, maiores serão as vendas.

Como você pode notar, entra ano, sai ano, as tendências se alteram e o consumidor continua no foco das estratégias. Acreditamos que o atendimento personalizado pode salvar o seu negócio.

Nós sabemos como te ajudar em parte desse processo. Vamos continuar essa conversa?

 

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